Archive for ‘Crónicas’

Dezembro 24, 2008

Lusitania 2008… de Paulo Perdiz

por Paulo Trindade

A fase final de cada ano representa para tempo de balanço. A Lusitania de Peso não foge à regra e inicia uma serie de opiniões sobre o metal luso de 2008.

Iniciamos com a opinião de Paulo Perdiz do Blindagem Metal Show:

“Ao longo deste ano de 1998, houve bandas más e bandas boas. Sem querer fazer um balanço do ano, ou coisa do género — nada há de mais trabalhoso e inútil do que os «balanços do ano», porque para além de constituírem um mero exercício de memória sem nenhum fim prático acaba sempre por cair-se no erro de esquecer um ou outro facto importante mas pronto deixo aqui algumas linhas… O ano de ’08 foi um bom ano para a cena de peso nacional. Apesar de certas modas de metal, que teimaram em assolar qualquer palco, festival,etc (e não quero dizer que isto já tenha passado na totalidade /opinião pessoal), assistimos, a um espírito revivalista (no bom sentido) de muitos projectos, ao aparecimento de cada vez mais bandas dispostas a “lutar”, pela superioridade das bandas do circuito Lisboa/Porto. Espero que todas as bandas da cena tuga recebam 2009 com uma vontade redobrada de trabalhar e a esperança de muito crescimento, evolução e muita classe em tudo o que envolva Heavy Metal. Não corram o risco de banalizar algo que é de culto…”

Janeiro 17, 2006

Podia-me indicar onde fica o underground nacional?

por Patrick Ribeiro

Que temos nós em vista actualmente deste panorama tão falado, tão pouco visto e nada respeitado? Muita coisa certamente, pois os pontos de vista são muitos! São mais que as mães como se costuma dizer! Temos muitas boas bandas, para todos gostos felizmente! Humildes, arrogantes, convencidas, indiferentes, etc. A rivalidade aumenta e o apoio entre bandas é cada vez menos, chegando ao ponto de concertos serem apenas amigos pessoais das bandas que por vezes vêm apoiar a banda amiga e denegrir a que vem a seguir, “blá blá e tal e não sei o que” mas só não vê/ouve quem não quer!! Já não é a questão de ser do norte ou do sul como há uns anos se sentia, é mesmo por rivalidade, que na minha opinião é fútil! Desde que cada um faça o que sente e por si mesmos será sempre algo em conta e não o facto de serem conhecidos ou não, pois actualmente é assim que o dito Underground funciona, é conhecido vai lá tudo na boa, não se conhece então não vale a pena, conhecimentos e meios não são para todos, sem mencionar as famosas cunhas e lambidelas de botas! Há coisa de 10/15 anos (sim EU ainda me lembro) o pessoal estava sempre á espera de concertos, nomes estranhos, mal escritos ou fosse como fosse, era Metal a malta estava lá!! Curtiam, apoiavam e tomavam muitos como exemplo! Hoje… não me parece, para já é o típico “a minha banda é que é, a dele não porque assim ou assado”! Podemos ver bandas sobreviventes desse já extinto Underground, muitas nem são valorizadas ou sequer lembradas e no entanto muito fizeram pela cena Metal Nacional, era aqueles domingos á tarde no Palhota ou no Palha D’aço que faziam o pessoal ter gosto e manter o espírito de união dentro da cena vivo! Agora? Nem cadáver nem espírito, foi se tudo na maioria!

Não se ergue a questão de A ou B gostar de um tipo de som ou tocar outro tipo de som! Mas no entanto vemos aí tantos exemplos que negam o facto de terem começado por ouvir Ac/Dc, Iron Maiden, Metallica entre outras mais só por os fazerem parecer não tão “Trves”! Coitados, muito mauzões e odeiam toda a gente e em casa abaixam a bolinha senão a mamã não dá a mesada e o papá não deixa sair. Hipocrisia e estupidez em fartura!! Depois aparecem aqueles rótulos todos só para se diferenciarem do resto tornando se mais ridículos e ainda menos originais! Pseudo músicos que mal sabem tocar que de um dia para o outro mudam a sua dita filosofia criticando tudo e todos que são como ele fora antes, mas não o revelando, claro! Outros ouvem algo porque lhes foi mencionado que aquilo é que era bom e o resto não, e na próxima vez que lhe perguntarem do que ele gosta mesmo menciona então a tal banda que lhe disseram que era bom mas que antes não valia nada ou nem sequer conhecia! Os que diziam “estás numa editora/distribuidora já não és underground!” e hoje estão numa á espera de fazer uns trocos nas vendas ás custas daqueles que criticam! Pá, não dou mais de 1,2 anos para estes tonos do dito Underground se extinguirem uns aos outros! É ridículo realmente mas é o que temos, mas antes não se tivesse…

Meus amigos, todos nós começamos por algum lado de alguma forma, mas haja atitude e humildade, pois isso está em muita falta!

Talvez falte aqui mencionar os media, fica para uma próxima vez… ou não!

Afinal o que é o Underground? Onde está ele? São vocês? Os tais que tem banda e que tocam muito, são os maiores e não sei o que? O Underground somos nós todos, aqueles que gostam do Metal, que valorizam A, B até mesmo X , os que apoiam, não denigrem, dão a sua opinião, tocam, actuam e vêem a actuar e a tocar, não conhecem mas tentam conhecer e sobretudo como mencionei, APOIAM!

Janeiro 11, 2006

Ser Guitarrista

por Hell M.

Muita gente se questiona acerca dos segredos e das manhas de se tocar guitarra, talvez eu não seja a pessoa indicada para o fazer por ser um guitarrista medíocre.

Primeiramente, na minha opinião, o que faz um guitarrista é o sentimento, a alma com que manuseia o seu instrumento, sendo a sua técnica um adorno.

Há que ter cuidado, normalmente, quem entra na onda de querer ser guitarrista por ser “fixe” ou por estar na moda entra numa escola, aprende as técnicas mas nunca consegue colocar sentimento no som que faz.

Falando no Metal, com a sua diversidade e multiplicidade de estilos e sub-estilos, o melhor guitarrista não é aquele que sabe tocar melhor ou que tem mais técnica, mas sim, aquele que sabe trabalhar para um colectivo e que sabe sentir por si e sentir aquilo que vai na alma dos seus irmãos de banda, é saber sentir o que se passa em seu redor e longe de si.

Mas como referi atrás, não é um gajo que sabe a técnica XPTO que é um guitarrista mas sim aquele que sente cada acorde, cada nota, cada vibração e que consegue meter a raiva, o ódio, a tristeza, a alegria naquela nota, naquele acorde, naquele riff, não numa percepção auditiva mas sim em algo que apenas é perceptível no interior de cada um.

O que faz um guitarrista é a sua alma. Não se esqueçam, A ALMA!!!!!

O que faz um guitarrista é a sua alma. Não se esqueçam, A ALMA!!!!!