Archive for ‘Ao Vivo’

Agosto 28, 2009

Metal Point: Howling Gale, Hell’s Blood, Warchitectt e Prayers of Sanity

por Paulo Trindade

Crónica e Fotos: Cátia Santos

Sábado dia 22 de Agosto decorreu mais uma noite dedicada ao Thrash no Metal Point. O cartaz apresentava quatro bandas: Howling Gale, Hell’s Blood, Warchitectt e Prayers of Sanity. A abertura do espaço foi às 22h e os concertos iniciaram às 22h30. Ao chegar ao local a banda de abertura Howling Gale já tinha actuado. Podia-se desde logo notar que o Metal Point encontrava-se com mais público do que ultimamente, tendo em conta a época de Verão que trás factores como férias, calor e festivais que levam ao afastamento das pessoas deste tipo de locais fechados. A boa disposição e a cerveja já entornada no chão transparecia a promessa de uma noite cheia de animação e o extremo calor do local já se fazia sentir, embora o ar condicionado estivesse a funcionar.

Hell

Howling Gale é uma banda de Famalicão, formada em Outubro de 2007 e que já conta com alguns temas originais como Empty Promises, Make It Happen, Your Screams e covers como Master of Puppets de Metallica.

Hell’s Blood foi a segunda actuação da noite. Esta é uma banda de Thrash de Santa Maria da Feira. As suas músicas têm um toque de  Iron Maiden. A presença em palco de Hell’s Blood era de confiança e a postura e altura do vocalista impunham respeito. Os adeptos de Hell’s Blood deram todo o apoio possível e a interacção do grupo com o público foi boa. Dentro das várias músicas tocaram “Hell’s Blood” e ao tocar um novo tema “Black Devil” sucedeu-se um momento deveras engraçado pois em simultâneo o baterista perdeu a baqueta, o guitarrista a palheta e o vocalista enganou-se a começar a música. A última música foi um cover de Iron Maiden “The Wicker Man”.

Warchitectt

Warchitectt, banda do Porto, deu continuação à animada noite. Esta banda formou-se em 2006 mas já sofreu variadas alterações na sua formação inicial. O seu concerto foi iniciado com um tema instrumental e há medida que começaram a tocar todas as pessoas se aproximaram do palco, notando-se nitidamente que era uma das bandas aguardadas da noite, ora não estivessem a tocar em casa. Neste concerto pode-se finalmente assistir a mosh e muito headbanging. No segundo tema quando o vocalista começou a cantar notou-se uma enorme discrepância entre o instrumental e a sua voz. Com uma voz extremamente fina e sem variações de timbre havia uma falta de encaixe que destoava imensamente. As músicas desta banda transmitem excessivas influências de Megadeth. Embora os fãs do grupo insistissem em dizer que aquele era o estilo de voz do que apelidam de Old School, o vocalista devia-se empenhar em fazer melhor para não destoar tanto do instrumental apresentado. É certo que os Warchitectt colocaram o público ao rubro. Um dos temas tocados foi uma cover de Testament, a qual não foi possível saber o nome.

Prayers Of Sanity

Por fim os Prayers of Sanity terminaram a noite com o Thrash de influências dos anos 80 mas introduzindo perfeitamente os dias de hoje com temas mais acelerados e voz distorcida provinda do trash metal actual. Esta banda formou-se em 2005 e a sua origem é Lagos, Algarve. Em 2008 lançaram o albúm “Religion Blindness” e as sua influências são grandes nomes como Pantera, Metallica, Testament entre outros.

O seu concerto foi explosivo e esta banda não se inibiu em distribuir a força e boa disposição do metal algarvio. A actuação foi repleta de mosh e entusiasmo o que levou a um tema extra “Something kills you all” e a um fim de noite em grande em que não faltou cerveja, calor e muita, muita boa disposição.

É sempre bom notar a presença de elementos de outras bandas que vão dar o seu apoio conotando ainda mais a fama da união entre bandas no Norte. Elementos como Pitch Black e Headstone e as próprias bandas que actuaram estiveram sempre a apoiar e desfrutar da música tocada.

De notar que o som estava mais uma vez muito alto, o que também provoca a distorção da música impedindo por vezes que se tenha uma noção mais límpida das melodias.

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Agosto 19, 2009

Vagos Open Air 2009: Live Report

por Paulo Trindade

As expectativas geradas pelo bom cartaz tiveram correspondência com o sucedido nos dias 7 e 8 do corrente mês, não obstante de alguns aspectos a rever. O evento teve lugar no campo de futebol do Grupo Desportivo de Calvão, situado perto da Lagoa de Calvão.

O espaço esteve bem composto em ambos os dias o que contribuiu para o excelente ambiente que testemunhamos.

Dia I – Sexta, 7 de de Agosto

O primeiro dia contou com F.E.V.E.R., Process Of Guilt, Kathaarsys, Epica, Katatonia e The Gathering.

Por motivos de ordem profissional não foi nos possível assistir às actuações das três primeiras bandas, pelo que não nos é possível formar uma opinião própria. No entanto as opiniões recolhidas levam-nos a crer que as bandas nacionais tiveram actuações positivas enquanto que os galegos Kathaarsys se assumiram como uma excelente surpresa.

Com os horários a serem escrupulosamente cumpridos, os Epica iniciaram a sua actuação aproximadamente das 19:15. Os holandeses presentearam os presentes com uma das melhores actuações do dia. Iniciando com a intro do último de registo originais “The Divine Conspirancy”, denominada por “Indigo”, a banda conquistou o público presente Numa actuação de cerca de 75 minutos a banda debitou temas como The Obsessive Devotion”, “Imperial March”, “Cry for the Moon”, “Consign to Oblivion”e “Solitary Ground”, entre outros, sempre numa toada de boa disposição. Não obstante da actuação positiva da banda a qualidade de som deixava algo a desejar.

Melhor som tiveram os Katatonia e os The Gathering. Em relação aos primeiros, nota altamente positiva para a banda sueca que prenderam os presentes com o seu Doom envolvente. Foram cerca de 90 minutos de sublime melancolia. Num concerto intimista a banda aproveitou para apresentar alguns temas do novo álbum “Night is The New Day” (edição prevista para Novembro) sem no entanto esquecerem os clássicos. Soil´s Song”, “For My Demons”, “Criminals”, “Evidence”, “Ghost of the Sun”, “My Twin” foram alguns dos temas em destaque.

A finalizar o primeiro dia estiveram os The Gathering. A banda apresentou novo álbum mas essencialmente uma nova vocalista, Silje Wergeland. A actuação da banda apesar de positiva não conseguiu cativar os presentes da mesma forma que os Kantatonia e Epica, pelo que foi possível assistir a uma ligeira debandada de publico, que por esta altura se concentrava mais nos bares do recinto. Sobre a actuação propriamente dita, a maior expectativa estaria em volta da nova vocalista,  Silje demonstrou uma óptima voz e melhor postura em palco, é no entanto uma vocalista diferente de Aneke  van Giersbergen. Temas em destaque: “All You Are”, “The West Pole”,  “Travel” e “Leaves”.

Dia II – Sabado, 8 de Agosto

Depois de um óptimo primeiro dia, as expectativas para o segundo cresceram. E pode-se dizer que no que toca a actuação das bandas valeu bem a pena marcar presença em Calvão.

Os Echidna iniciaram às 16:30h marcadas e com o seu Thrash/Death/Core bem rasgado conseguiram animar o publico apelando com a sua actuação ao mosh que se verificou o que permitiu a criação de várias nuvens de poeira. O set-list da banda consistiu essencialmente no álbum “Insidious Awakening”.

Seguiram-se os Thee Orakle que estão a promover o primeiro álbum de originais, o excelente “Metaphortime”. A banda iniciou a sua actuação algo tensa, ao qual não terá sido alheio o facto de a voz de Pedro Silva não se ouvir durante grande parte do primeiro tema. Com o prosseguir da sua actuação a banda desinibiu-se e conseguiu uma actuação positiva pese embora tenha sido prejudicada por uma qualidade de som aquém do razoável.

Cerca das 18:15h subiram ao palco os espanhois Dawn of Tears. E tal como acontecera com os Thee Orakle, a voz de J. Alonso não se ouviu no inicio do primeiro tema. A actuação da banda baseada no álbum “Descent” e essencialmente no recente Ep ”Dark Chamber Litanies” atingiu patamar bem positivo pelo que desencadeou o tradicional Mosh. O Death Metal melódico de bom recorte técnico agradou de sobremaneira o público o que levou a que a banda abandonasse o palco sob fortes aplausos. Mas mais uma vez a qualidade do som deixou algo a desejar. A destacar os temas “Cadent Beating”, Winds of Despair” e “Lost Verses”.

Seguiu-se uma das actuações mais impressionantes do evento. Os Cynic numa actuação intimista e com a sua música que resulta numa combinação de Death técnico e Fusão quase como hipnotizaram o publico. De facto, foi um deleite para os sentidos presenciar uma actuação de executantes do nível  dos elementos que compõem a banda. A banda percorreu os seus dois álbuns, o quase mítico “Focus” e o recentemente lançado “Traced In Air”. De realçar também a presença em palco e essencialmente da atitude humilde demonstrada pelos elementos desta banda.

Faltavam as duas bandas mais aguardadas do dia. Primeiro os Dark Tranquility que conseguiram uma actuação espantosa. Com um Mikael Stanne (vocalista) endiabrado, a banda rapidamente prendeu o público. Debitaram temas como “The Mundane and The Magic” (curiosamente Stanne chegou-se perto das grades que separam o publico para contar com ajuda de uma rapariga presente para esta interpretar as vocalizações femeninas deste tema),  “The Treason Wall”, “The Wonders at you Fate”, “Punish My Heaven” (tema que repetiram devido a um erro de interpretação, pelo facto Stanne em nome da banda pediu desculpa aos presentes e perguntou se queriam que repetissem o tema), e “My Negation” entre outros. Uma actuação para recordar.

Perto das 23:00h, os Amon Amarth iniciaram a sua actuação com a intro “Twilight of the Thunder God”. A banda teve uma actuação inebriante,  deixando o publico completamente rendido. Com  Johan Hegg (vocalista) bem disposto e repetindo vezes sem conta algumas palavras em português como “Obrigado Portugal” e “Boa Noite” entre outras, a banda interpretou temas como Free Will Sacrifice”, “Asator”, “Runes to My Memory”“Under The Northern Star”entre outros. Finalizaram com “Pursuit Of Vikings” perante o delírio do público.

Terminava desta forma a primeira edição de Vagos Open Air que promete voltar em Agosto do próximo ano. Uma primeira edição a merecer nota bem positiva apesar de alguns problemas a nível de som que prejudicaram algumas actuações.

Dezembro 2, 2008

REVIEW EXPLOITED – LISBOA 13.11.2008

por Helena Silva

animaxexploited

Desde o dia 13 de Novembro que tenho vontade de escrever sobre o concerto de Exploited. Infelizmente, só agora tive disponibilidade.
Comecei a ouvir Exploited há aproximadamente 9 anos, por influência do meu namorado, que é um old school convicto. “We Never Sold Out” é o lema da sua vida. Algo semelhante às veias filosóficas dos gajos que ouvem black metal: “ser trve ou não ser trve…”.
Na altura, eu era mais dada àquilo a que chamo o metal das pitas, que é como quem diz Cradle of Filth, Dimmu Borgir, Moonspell, Theatre of Tragedy, e por aí adiante. Quando ouvia Exploited, sentia falta da parte melódica. Para mim, eram simplesmente uns punks, com um alucinado da guerra aos gritos ao microfone (se não me engano, Wattie esteve dois anos na tropa, mais tempo do que era obrigatório). O seu sotaque serrado da Escócia é muito difícil de entender.
A minha adolescência anti-social só me ensinou a ouvir música, não propriamente a apreciá-la de uma forma mais séria, mais crítica. Para mim só era bom se “ficasse no ouvido”, mesmo que fosse uma grande merda!
Enfim, isto tudo para dizer que às vezes precisamos de ser ensinados a ouvir.
Depois da fase de pita comecei a ouvir thrash, mais concretamente dos 80’s. As guitarradas com os riffs não cortados e as “cavalgadas” só me davam vontade de partir tudo há minha volta! Desse ponto, e porque só os burros com as palas nos olhos é que só vêem numa única direcção, para além de outros géneros musicais, comecei a conhecer bandas punk, como uma das minhas preferidas de hoje, os Misfits (quem ainda não ouviu os Metallica a tocar Last Caress?).
E como o punk e o thrash sempre andaram de mãos dadas (sim, os reis do thrash na sua adolescência ouviam punk!), lá comecei a ouvir o punk hardcore dos Exploited, na sua mais pura rebeldia, e os seus muitos temas como “I believe in Anarchy”, Fuck the U.S.A.”, “Fuck a MOD”, and so on, and so on…
Em 2005, no Paradise Garage, os punks pseudo-pobres que proliferavam à entrada do concerto a pedir “trocos” e tabaco, estragavam o ambiente dando-lhe uma sensação rasca, e demasiado política para o contexto musical que era (ou pelo menos, que deveria ser), no entanto não fiquei desapontada com o espectáculo, mas agora sei que não os vi no seu melhor.
Como sabem, no dia 12 de Novembro, Wattie, Wullie (o irmão, baterista) e companhia estiveram em Espanha para um concerto, no entanto, o episódio com os RASH Madrid foi apenas de lamentar, pela triste atitude. O objectivo deles não se concretizou. Acredito que até contribuíram para que o concerto em Lisboa tivesse sido, para mim, um dos melhores do ano, dado a raiva e energia com que tocaram.
Cheguei ao cais de Cacilhas num instante, numa viagem calma e sem trânsito. Quando procurávamos lugar para estacionar o carro entre tantos restaurantes, eis que vislumbro uma crista vermelha à porta de uma marisqueira. Logo tive a sensação que estava a viver uma fotografia dos anos 70, tirada numa rua de Londres. Era Wattie e um amigo, que nem sequer reparei quem era. Seguimos em frente, a rua era de sentido único e não queríamos empatar ninguém.
O Man’s Ruin Bar fica mesmo à beira rio. Nas docas de Cacilhas. É impossível perder-se, basta seguir o rasto psichobilly. Mal entrámos, ainda não tinha muita gente. Sem atropelos, entrámos no recinto e dirigimo-nos para o piso superior, ideal para pessoas que gostam de “viver” o moche sem ter que levar com ninguém em cima.
Sem demoras, começam os Mordaça a rasgar o seu hardcore, com os amigos do público a ajudar no coro das letras gritadas pelo F8. Foi um concerto energético e animado. A interacção do público foi desde o início ao fim uma constante, as funções do vocalista foram literalmente repartidas com o público mais fiel dos Mordaça, durante os, mais ou menos, 45m de música.
Os Subcaos trouxeram a atitude thrash dos 80’s na voz e as poses “meio black-metal” da dupla guitarrista / baixista. No entanto, proporcionaram o ambiente ideal para a introdução dos Exploited.
Os Exploited entraram sem cerimónias. Não deram descanso aos fãs, que prontamente gritavam as letras ao microfone.
Com quase 50 anos, Wattie tem, sem exagero nenhum, a mesma atitude e a mesma energia de sempre. Pouco falou com o público, para além do nome das músicas, mas também não foi preciso. A atitude demonstrou que ainda há simplicidade e que o punk ainda não morreu. Ficam marcadas as palavras do irmão “they tried to kill my brother because they think he’s a nazi?! They are the fuckin’ Nazis!!”, referindo-se aos Rash Madrid.
A setlist que apresento está incompleta:
1. Let’s start a war
2. Fight Back
3. The Massacre
4. Dogs of War
5. Chaos is My Life
6. Dead Cities
7. Fuck the System
8. I Hate Cop Cars
9. Noise Annoys
10. Troops of tomorrow
11. Never sell out
12. I believe in anarchy
13. Alternative
14. You’re a Fucking Bastard
15. Porno slut
16. Beat the bastards
17. Fuck the U.S.A.
18. Army life
19. Sex and violence
20. Punk’s not dead
21. It wasn’t me

O concerto está disponível online, na sua totalidade, através da Central Musical. Embora deva alertar que o som não é dos melhores, é sempre óptimo ter a oportunidade de viver ou reviver o concerto. Enjoy!

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Março 25, 2008

HUMANART + VS777+ MERCILESS WARFARE – 14.03.2008 – Metalpoint(Porto)

por Hell M.

Merciless Warfare

A noite, com uma afluência de público um pouco inferior ao desejado talvez por ser sexta-feira, contou com três bandas, duas nacionais e uma da vizinha Espanha.

O início deu-se com os espanhóis Merciless Warfare, um trio praticante de um Black Metal que pela confusão sonora provocada pelo volume em que colocaram os seus instrumentos, não deu para absorver da melhor forma (a bateria ficou abafada pela guitarra e principalmente pelo baixo), mas mesmo assim foi bomVS777 esforço para inicio das hostilidades.

De seguida tocaram os Portugueses VS777, com um Black/Doom com toque industrial, que deram um bom concerto, surpreendendo positivamente muitos dos que os viam pela primeira vez. Gozaram já de um bom som e puderam demonstrar um role de malhas muito bem conseguídas e cativantes.

Por ultimo, e substituindo a banda cabeça de cartaz estiveram os também Portugueses Humanart, que de acordo com a opinião de vários dos presentes, deram o melhor concerto deste recente período de regresso aos palcos, destilando Black Metal cada vez mais coeso e agressivo.

Humanart
Dezembro 11, 2007

VIMARANES METALLVM FEST- Live Report

por Andre Rodrigues

Grande dia que foi não houve duvidas nenhumas! Eram já 4h30 quando cheguei e já a os Orion Belt pisavam o palco estando mesmo a finalizar o concerto. Esta banda com o seu Rock Alternativo e com influências de Grunge deu um bom concerto, desde a última vez que os tinha visto evoluíram bastante mas ainda há algumas arestas para limar.

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Apresentaram um bom Set List com músicas simples e bem estruturadas, com muito sentimento de alegria e “cheiro a mar” como também musicas mais melódicas sendo a “Mama Said” a, musica que mais me cativa. Em cima do palco a banda portou se bem havendo uma boa presença por parte do vocalista e guitarrista ao contrario do baixista que estava muito parado. Set List – “Suicide”, “Mama Said”, “Orion Belt”, “These…” e “Deserved peace”.

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De seguida e respeitando os horários foi a vez dos Koltum subirem o palco. Esta banda de black metal puro e duro ainda bastante jovem e estando a dar os seus primeiros passos já promete dar que falar! Estando a promover a sua demo intitulada de “Course Of Evil” recentemente lançada pela Hell Unleashed Records esta banda deu um óptimo concerto cheio de devastação com muito “blast beat”. Desde o ultimo concerto esta banda evoluiu bastante também sendo a maturidade desta mesma bastante notória em cima do palco como também a coesão entre os membros. Em cima do palco perderam pela pouco interacção com o publico. Set List – “Intro, “Hours of Darkness”, “Course of Evil”, “Whithout Mercy”, “Demon War”, Carpathian Forest (Carpathian Forest cover) tema esta muito bem conceguido e a finalizar “Eternal Flames”.

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Após a actuação dos Koltum foi a vez dos Cratera banda esta com uma sonoridade Rock Depressivo muito ao estilo de Katatonia e Muse (a meu ver). Esta banda conta já com uma grande maturidade por parte de todos os membros e grande comunicação entre eles. Foi um momento bastante calmo quebrando um bocado a sonoridade mas mesmo assim a banda não deixou de dar um óptimo espectáculo. Foi um momento em que houve uma fraca adesão por parte do publico o que veio a dificultar a interacção da banda com o publico. Set List – Scream”, “Run”, “The End of Me “e” Life Is Pain”

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A finalizar o Acto I vieram os NightMyHeaven uma das bandas mais esperadas
por parte do publico. Após a infelicidade da saída do baterista esta banda teve força e coragem para seguir em frente. Apesar de tocarem com bateria programa os NMH não deixaram de dar um excelente concerto tendo sido mesmo um dos melhores que já assisti. Muita interacção por parte da banda com o publico (salientando o vocalista) o que facilitou com que tivesse sido o auge do Acto I. A promoverem o seu álbum “Nightfall In The Spirit World” a banda contou ainda com um tema novo sendo este muito bem conseguido e mais agressivo, é de salientar que na nova musica a banda conseguiu captar a essência e criatividade do Ex-Baterista. Muita confiança em cima do palco e maturidade, fundamentais para um óptimo espectáculo. Set List – “Intro”, “The Passage”, “Out of the Shadows”, “NightMyHeaven”, “Scream of Dispair”, “Across the Styx”, “The Other Side”, “Unknown Reality” e para terminar em beleza “Lost in Darkness”.

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Terminado o primeiro acto, a iniciativa prosseguia no Restaurante da Veiga, a escassos metros do recinto, onde foi servido o Jantar Vimaranes Metallvm:

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Depois do jantar iniciou se o Acto II com a banda Rock Poets a abrir mas que infelizmente não cheguei a tempo de os ver.

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Já bastante atrasado cheguei estavam já os InVein a faltar 2 músicas para acabarem o concerto. Pelo pouco que assisiti pude concluir que era notória a evolução que esta banda teve desde o ultimo concerto que vi salientando o baterista. Já com a casa quase cheia os In Vein souberam lidar com o publico havendo um excelente clima entre banda e publico.Com uma sonoridade mais agressiva esta banda segue pelo bom caminho e apesar de ter sido o concerto de despedida o 2º guitarrista estou certo que a banda ira encontrar um substituto em breve e seguir em frente. Set List – “Voices of Dissent“
Fall of Men” , ”Sounds of Silence” , ”Across this Land” , ”Left to Die”.

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Seguidamente e com os horários sempre cumpridos foi a estreia dos Hacksaw, sendo esta a banda mais esperada deste Fest. Apesar de toda a ansiedade e pressão os Hacksaw com o seu Death Metal conseguiram dar o melhor concerto da noite cheio de pura brutalidade de iniciu ao fim. Apresentaram nos um Set List com músicas bem estruturas, bastante técnicas e cheias de poder! Foi a banda que teve o publico “na mão” e só lá quem esteve pode realmente concluir isso. Em palco os Hacksaw deram um espectáculo cheio de “headbang” e um postura muito forte por parte de todos os membros dando uma grande agressividade a banda. Espero ansiosamente mais concertos desta banda! Set List – “B.T.K. (Bind Torture Kill!)”, I c*m on Her Remains”, “BloodSwap”, “Torture Squad”, “Meat to Grind” , “In Corpus” e para finalizar, “Striped, Raped and Strangled” (Cannibal Corpse cover).

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A finalizar o Acto II e o Fest foram os Square banda esta, já com um andamento e maturidade superior as restantes bandas e isso pode se confirmar pelo concerto que deram. Muita confiança em palco, uma presença muito forte com uma interacção com o publico muito boa, coesão e grande comunicação entre os membros da banda. De salientar o momento inspirado nos Lamb Of God o que fez com que houvesse uma maior interacção e confiança entre a banda e o publico. Set List – ,Keep on Fighting”, prosseguindo com “Selfish Soul”, “Droids”, “Messed Up”, “Not Fall Down”, “Waiting For The End” e “Dead Inside”. O público aderiu ao Trash/Death moderno dos Square e foi presentiado com um tema novo e para terminar, “The Party Is Now”.

 

 

 

O Vimaranes Metallvm Fest primou pela competência, profissionalismo e pelo rigor.
Todos os horários foram cumpridos à risca e a organização não descurou nenhum detalhe.
A equipa técnica (JM Som e Luz) teve um trabalho com muito brio e competência e o som esteve impecável.
Em suma, este foi um evento que afirmou definitivamente a comunidade Vimaranense como o movimento juvenil mais forte da cidade de Guimarães e como um bastião do Underground Nacional.

A Lusitania de Peso agradece ao Lisboa pela cedência das fotos.

Novembro 1, 2007

Mean Rock Machine + Paulo Barros – Timeout Rock Café, 26 de Oububro

por Paulo Trindade

Sexta-feira, dia 26 de Outubro. Noite agradável no TimeOut Rock Café. Um belo local com condições para se tornar numa casa referência para espectáculos ao vivo.

Excelente ambiente com boa animação assegurada por Paulo Perdiz da Blindagem Metal Show.

Estava uma casa bem composta, ou não fosse Paulo Barros um dos ícones do som de peso nacional.

A assegurar o aquecimento para o espectáculo de Barros estiveram os Mean Rock Machine (MRM), que se assumiram como uma óptima surpresa. A banda toca um Hard-Rock ligeiro, de cariz melódico e técnico, muito agradável. À qualidade musical acrescentam boa presença em palco.

De negativo destaco a voz da banda, se bem que prejudicada inicialmente pelo som menos conseguido (no principio da actuação da banda mal se ouvia a voz), um factor que felizmente foi torneado com sucesso. Além disso realço o excessivo tempo que a banda demorou a iniciar a sua actuação, depois de estar em palco. Quase apetece perguntar para que serviu o check-sound. Mas em suma tratou-se de uma actuação positiva.

Set-List:

Hit The Road
Behind The Right Door
Harder
New Li
fe
Let’s Do It
Just Bang Your Head

We Wanna Rock LA
Mean Rock Machine

Após um ligeiro tempo de intervalo surge em palco Paulo Barros, acompanhado por José Aguiar (baixo) e Nelson Silva (bateria). O objectivo do evento foi apresentar o ultimo trabalho “K:arma 6”, com algumas incursões a “Vintage”.

Paulo Barros tem a capacidade de dotar os seus espectáculos de um tom intimista, sem grandes excessos e vedetismos.

Ver e ouvir Paulo Barros debitar riffs e solos de guitarra como só ele sabe foi um deleite para a maior parte dos presentes, com direito a encore. Sem duvida, uma bela actuação de Paulo Barros e dos seus companheiros.

Set-List:

Adoro A Asia
Jimi Jimi Jimi
Gatos
O Meu Amigo Alien
Team Spirit

Funny
3 Maniacs
Frenetico
El
Metal Symphony
Cowboy
Velocidade Furiosa

A Lusitânia de Peso agradece a gentileza da Andreia Moutinho na cedência das fotos.

Julho 28, 2007

Ways Of Devastation II – Laser Game, 21 de Julho

por Andre Rodrigues

Mais uma grande noite de metal neste dia 21 de Julho na Laser Game. Desta vez com o nome de Ways Of Devastation II a noite foi uma noite de Black Metal com Daemogorgon oriundos de Guimarães/Fafe, Koltum de Guimarães e Morte vindos do Porto.

A abrir a hostilidades estiveram os Morte com a sua sonoridade Black Metal cru e sujo bem ao estilo de Darkthrone. Banda constituída actualmente por três elementos deixou um bocado a desejar no que toca a musicalidade e ao espectáculo em si, riffs de guitarra deslocados, muitos enganos durante o concerto (o que é perfeitamente normal, mas não deixando de ser um aspecto negativo), muita pouca interacção com o publico e entre a banda em si, havendo momentos em que cada um tocava para si criando um “bolo” não se percebendo nada, mas nem tudo foi negativo pois dentro de tudo isto sobressaiam uns riffs bem “gelados” criando uma boa atmosférica e por outro lado riffs mais ritmados, destaco também a voz do vocalista que encaixava bem na sonoridade da banda, o body painting e a baixista podendo esta ter dado mais espectáculo. Uma banda com a sua pita e que certamente ira amadurecer com o tempo.
Alinhamento – (ainda não conseguido).

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www.myspace.com/morteblackmetal

De seguida e sem grandes demoras foi a vez dos Koltum de saltarem para o palco. Foi sem duvida um grande concerto! De salientar que foi o primeiro concerto da banda e teve o apoio do publico de inicio ao fim do espectáculo. Tocando um Black Metal mais rasgado e mais brutal esta jovem banda revela já uma qualidade invulgar havendo vários aspectos que a banda terá que trabalhar mas que irão ser superados com o tempo e com a sua experiência. Óptima presença por parte de todos os elementos.
Alinhamento – Intro; Hours Of Darkness; Without Mercy; Course Of Evil; Dignity; Demon Of War e a finalizar o concerto uma cover de Carphatian Forest – Carphatian Forest.

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www.myspace.com/koltum

A fechar a noite estiveram os Daemogorgon com o seu Black/Death Metal fugindo um bocado a sonoridade das bandas anteriores. Foram sem duvida a banda da noite, todo o seu historial e a sua experiência tem vindo a crescer e notou se nesta noite. A banda tem vindo a crescer a um óptimo ritmo e cada vez mais é uma banda a ter em conta. Todos os elementos estiveram bem, seguros de si e de tudo aquilo que faziam. Salientar o baterista que anteriormente tinha já tocado com Koltum e que estava em óptimas condições durante os dois concertos. A banda apresentou nos material novo e só veio a reforçar o que já disse, que é uma banda a ter em conta!
Alinhamento – Intro I; Inner Evil; Asylum Of Thorns; Moonless Sky; Morningrise Of Thoughts; My Winged Shape; Intro II; Temple Dementia (Tema novo); Valhöll; Epilogue; e acabar em grande tendo sido quase obrigados a tocar veio a Fuel For Hatred (Encore).

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www.myspace.com/dmogorgon

Destaco entre isto tudo a pessoa que esteve a entreter as hostes, Dj Lx muito bem naquilo que fez! Sonoridade musical mesmo dentro do espírito da noite antes dos concertos e durante os intervalos das bandas tendo no fim posto musica mais variada mas de qualidade apenas para entreter os sobreviventes que lá ainda permaneciam.

Para finalizar gostaria de destacar que ao Laser Game é hoje o Bar-Concerto que sempre faltou a cidade de Guimarães, daí que seja bom que as pessoas da cidade e não só demonstrem que ele é preciso-
E, melhor ainda:
- De novo o bilhete custou três euros.
- De novo os finos estavam a oitenta cêntimos e as bebidas brancas a dois e meio.
- As bandas tiveram direito a um bom som e foram bem tratadas.

fotos gentilmente cedidas por Luis Lisboa (DJ LX)

Julho 28, 2007

Pornography+[Egg Box]+Orion Belt – Laser Game, 7 Julho

por Andre Rodrigues

Este dia sete de Julho apresentava nos uma noite de Rock na Laser Game, com duas bandas Vimaranenses Pornography e Orion Belt e os bracarenses [Egg Box].
Foi de facto um bom evento, com boa organização e boas condições dadas as bandas e ao publico.

A abrir as hostilidades foram os Orion Belt tocando um Rock bastante “alegre” a meu ver, muito apelativo para uma audição pois ouve se bastante bem. E um conjunto que funciona bastante bem e a voz encaixa mesmo muito bem no estilo. Apesar da sua sonoridade se basear muito no rock com “cheirinho a mar” (como disse o meu caro amigo Lisboa) é de destacar também as passagens rítmicas para uma sonoridade bem mais pesada como também as suas baladas. Alinhamento – Jonhhy; About The Searching; mama Said; Suicide; Reggae; Back To Revenge; Mind Complexion; Deserved peace; master I´m Here For You; One Dead Child e Orion Belt.

De seguida foi a vez dos [Egg Box] pisarem o palco. Esta banda Bracarense pratica um estilo muito próprio e original, caminham pelo Pop-Rock de tendências experimentais e para alem da normal secção rítmica usavam também um computador com batidas, loops, efeitos, etc. dando um conjunto muito diferente mas coesos no seu espectáculo e no seu estilo. É de destacar a excelente presença em palco da vocalista!
Alinhamento – Imprevista; Retardamento; Efeitos; Ornatos Violeta (Chaga) “cover”; Contrariedades Ambientais; Logo a Noite; Cinzento; não sei Logo Vê-se; Intimidade; Transparência e a finalizar Nessa Cidade.

A finalizar a noite estiveram os Pornography que estiveram bem a altura disso. Banda composta por 4 elementos tocando um Hard-Rock bem composto com secções rítmicas bem coesas e compostas. Foi a primeira vez que os vi e foi a banda que mais me agradou, musicas por vezes simples mas cantadas com sentimento.
Alinhamento – Scream; Double dare; Lua; Nix; Sweet; King Of The Junkyard; Prostituta; Onde Nasce O Perigo; OWL; Sweet Home Under The White Clouds; Heaven; The men Dressed In Stone;Love Is Danger e a pedido do publico mais uma vez Onde Nasce O Perigo.

www.myspace.com/orionbeltvimaranes

www.myspace.com/eggboxx

www.myspace.com/pornographyband

Abril 26, 2007

The SymphonyX – Vila Flor em Guimaraes – 24 de Abril

por Andre Rodrigues

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Sem duvida alguma que foi uma grande noite! O espaço era mesmo muito agradável, com umas condições excepcionais, o convívio foi muito bom e o publico ainda melhor. Esta banda vimaranense com a sua sonoridade bastante sinfónica com raízes da música clássica deu um espectáculo fantástico. Uma banda muito profissional em palco, composta por músicos muito bons, com um espectáculo teatral e com a colaboração de um quarteto de quatro cordas q vêm desta forma reforçar os laços de empatia com o publico, levando-os a participarem na viagem que tem como destino o imaginário, o sonho e a fantasia, embelezando e encantando todo o concerto em si.

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Esta banda apresentou-nos um set list bem recheado e cheio de surpresas, abrindo as hostilidades com as músicas “My Goddess, My Bride” e “Immortal Vénus” sendo dois temas do álbum “Opus 1:Limbu” muito bons cativando de imediato o publico presente. Logo de seguida voltando ao passado a banda toca o tema “The Master Of Illusions”um tema já bastante conhecido do trabalho anterior “Utopia”, seguida do tema “Waves Of Loneliness” bom tema com bastante qualidade, não fugindo a sonoridade da banda. Tendo uma grande recepção por parte do público a banda toca o tema “Winterfall” single do álbum “Opus 1:Limbu”, talvez a musica mais conhecida de toda a discografia da banda, um tema muito cativante e memorável dando mesmo a possibilidade do publico cantar um bocado, como foi sucedido sendo um dos momentos altos da noite, vendo quase a maior parte do publico, sendo ele de todas as idades tendo mesmo crianças, cantando todos numa só voz, um momento a não esquecer! Voltando ao passado mais um tema do antigo trabalho da banda “Utopia” foi “This Flood Of Passion” dando continuidade depois a um conjunto de 6 musicas sendo elas “ Be Alive”, “Noir Miroir”, Crystal Sea”, “In The Arms Of Morpheus”, “My Moonlight Sonata” e por fim “The Lament Of Orpheus” todas elas do álbum “opus 1:Limbu” destacando a “Crystal Sea” sendo das minhas musicas favoritas e a “My Moonlight Sonata”. Com a noite quase a acabar, a banda toca a musica “Rondo Turco (de Mozart)” sendo mais um dos momentos altos. Uma excelente execução por parte da banda! Depois de umas breves palavras dirigidas ao público e como estava mos na véspera do 25 de Abril a banda surpreende toda a gente homenageando este feriado e um grande músico o Sr. Zeca Afonso tocando quatro temas dele mesmo, sendo eles, “Vejam Bem”, “Canção de Embalar”, “Vampiros” e a famosa “Grândola” sendo esta ultima musica cantada por todo o publico que se levantou e entrando mesmo no espírito da união do 25 de Abril cantaram em coro juntamente com a banda. Este foi sem duvida o momento mais alto da noite sem dúvida!

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Foi sem duvida uma grande noite, para se repetir! Tenho visto vários concertos dos The SymphonyX e cada vez esta banda me cativa mais. É de salientar a óptima recepção por parte do público constituído por todas as idades, pelas condições do recinto e pela óptima presença da banda perdendo um bocado pela presença do baixista.

Uma banda a não perder e a ter em conta no futuro!

 

Após o concerto, a Lusitânia de Peso teve o privilégio de dar umas breves palavrinhas com a banda acerca do concerto e de todo o seu caminho percorrido ate hoje.

- Visto que a banda “joga em casa” e foi de tal modo recebida com tanto apoio e “calor” como se sentiu a banda durante todo o concerto?

Esse ambiente, criado por uma plateia calorosa, transmitiu-nos muita
confiança. Sentimo-nos, de facto, em casa; foi um concerto ao nível
daquilo que o público merecia. Pela nossa parte, foi mais uma etapa
numa carreira que se augura longa e profícua. O feedback foi muito
positivo e reforça a nossa vontade em continuar a proporcionar
espectáculos únicos e marcantes. Quase não havia barreiras entre o
público e o palco, sendo esse público a extensão de nós próprios. É
bom sentir que as pessoas que assistem aos nossos concertos perpassam
todas as faixas etárias, o que prova que a nossa música é para toda a
gente.

- Da última vez que vos vi, também aqui em Guimarães em Fevereiro no lançamento do álbum “Opus 1:Limbu” notei algumas diferenças no line-up, quais as razoes para tal mudanças e como se tem sentido a banda com isso tudo?

As mudanças foram essenciais à nossa afirmação definitiva no
panorama musical nacional e internacional. Não seria possível com os
anteriores elementos (Carlos Barros e Carlos Martins) dar mos
visibilidade a este projecto. As diferenças de capacidade e motivação
eram notórias, assim como eram óbvias as incompatibilidades. Deu-se a
ruptura e abriu-se um novo caminho para os The SymphOnyx. Os
resultados estão à vista. A entrada oficial do João Guimarães e da
Carla Ricardo para as vozes elevou de forma inimaginável o patamar de
qualidade das interpretações. Alcançou-se com conhecimento e formação
musical o que nunca se poderia conseguir com soberba e ignorância.

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-Visto que o João passou da guitarra para a voz como tem sido a recepção as novas vocalizações?

Neste campo, o João tem sido uma confirmação. Já demonstrara ser um
excelente músico enquanto guitarrista, com uma visão única de tudo o
que tem de ser esta arte, por fora e por dentro, complementada com a
sua perspectiva de estudioso incansável (frequenta o ensino superior
de música na vertente de produção), surpreendendo-nos sempre com mais
uma solução inovadora para a interpretação dos temas. Foi,
definitivamente, a solução ideal para o lugar certo.

- Desde o lançamento do “Opus 1:Limbu” a banda tem tido uma projecção bastante boa quer a nível nacional como internacional, como tem sido todo este percurso ate hoje?

Este último ano tem sido muito agitado. Positivamente, é óbvio. A
nossa escalada pela montanha do reconhecimento está pejada de
escolhos, mas temos conseguido ultrapassar, com muita determinação,
todas as dificuldades que nos são apresentadas. O destaque alcançado
no Canadá e em outros países com uma expressão musical muito mais
vincada que a nossa, faz-nos pensar que talvez tenhamos que repensar o
nosso trajecto interno e adoptar uma postura ainda mais firme perante
o mercado. Se temos qualidade lá fora, o problema da projecção no
nosso país não nos pode ser imputado. Acreditamos que, no futuro,
maiores feitos serão levados a cabo.

- Desde já agradecemos por esta breve entrevista e para finalizar, o que poderemos esperar da banda para o futuro?

Muito trabalho, dedicação e, muito em breve, novidades... Abraço, da
parte dos The SymphOnyx, a todos os intervenientes da Lusitânia de
Peso: leitores, responsáveis e colaboradores.

 

 

 

A Lusitânia de Peso quer agradecer a gentileza da Cláudia Sobral na cedência das fotos.


Abril 14, 2007

Tribasativa e Dethmor, na Figueira da Foz, Live Report 7/4/2007

por Antonio Lopes

No passado dia 7 de Abril realizou se mais um excelente concerto no Nyktos Club em Alhadas de Baixo, Figueira da Foz com o apoio da Lusitânia de Peso no qual tive presente, desta feita foram as bandas Tribasativa, da Figueira da Foz e Dethmor de Espinho.

Numa sala bem preenchida e quando o relógio já passava da meia noite e trinta os Tribasativa sobem ao palco abrindo as hostilidades, praticantes de uma sonoridade Thrash Metal com vocalizações bastante agressivas, um estilo que na minha opinião roça bandas como Sepultura e Soulfly, debitaram um bom som e uma boa presença cativando os presentes, os temas tocados soaram me bastante bem inclusive uma cover a Biotech is Godzilla de Sepultura, muito bem interpretada! Será uma banda a ter em conta de futuro sem dúvida!

De seguida após uma breve pausa para adaptarem o material, ligações e bateria os Dethmor iniciam a sua prestação com The Arrival of the Messenger servindo de intro para início da devastação sonora que se seguia! Tocaram temas novos e temas mais antigos, menciono aqui apenas alguns, Inner Expressions, The Beast of Ages, As Candles Burn, Roswell 47, a cover de Hypocrisy a qual se deu uma apoteose de mosh e headbang seguindo se de Burial Flames extremamente rápida, até demais na minha opinião, iriam finalizar aqui, mas o publico presente pediu por mais e então após breves momentos os Dethmor apresentam o tema mais recente e em fase de finalização ainda de seu nome The Rise of Gehenna o que saiu foi bastante agressivo e melódico, é um tema que promete bastante,e quando esperava-se o fim do concerto, não é que o público não se calava e pediu um segundo encore, o qual a banda acedeu mais uma vez, voltaram ao palco e tocaram a By the Secrecies of the Ancients despedindo se assim de uma excelente prestação na qual o publico aprovou e aplaudiu vigorosamente. Notas positivas para ambas as bandas e o publico presente que apoiou e aplaudiu.
Poderia dizer que muita se espera de Dethmor, mas quem tem assistido aos concertos desta banda espinhense sabe que vai dar o seu dinheiro como bem empregue, numa banda que pratica um Death metal do melhor que existe neste momento em Portugal.