Pitch Black – Hate Division

por Paulo Trindade

Recital Records / 2009

Cerca de quatro anos de hiato contribuíram para uma crescente expectativa em redor de um novo lançamento dos thrashers Pitch Black. Hiato esse em muito provocado pela dificuldade da banda em encontrar um vocalista que que se enquadrasse nos parâmetros desejados pela banda.

Para surpresa o vocalista anunciado foi Hugo Andrade (Switchtense), um vocalista de uma linha mais próxima da nova vaga Thrash/Core, com uma vocalização mais rasgada algo bem diferente da sonoridade da banda que como se sabe enquadra-se mais no som de Bay Area dos anos 80. Pelo facto antevia-se como um dos motivos de maior curiosidade para este disco o enquadramento de Hugo no som dos Pitch Black, se bem que  os concertos que precederam o álbum sugeriam o que estava para vir (de referir que pouco tempo após a edição do álbum Hugo seria substituído por Tiago Albernaz).

A primeira nota positiva a reter é a excelente produção de Rui Danin que conseguiu captar a “raiva” própria da sonoridade de Pitch Black. O disco é um portento de agressividade. Até porque em termos de musicais a banda não foge muito do som que é seu apanágio, Thrash Metal bem “rasgadinho” com fortes influências de Slayer, Exodus, Testament e Kreator (especialmente as duas primeiras).

A voz de Hugo ajuda de certa forma a emprestar maior agressividade, pese alguma falta de versatilidade na sua voz (para o género praticado pela banda) que contribuiria para um trabalho mais rico. Aliás essa lacuna torna-se visível conforme decorrem os minutos na escuta do álbum, dando a sensação de alguma monotonia.

Por outro lado, pode-se afirmar que “Hate Division” pouco de novo trás, a música da banda bebe muito das suas influências e pouco mais além disso. Mas inovar não será certamente o que os Pitch Black procuram…

Em resumo podemos dizer que se trata de um álbum razoável, aconselhável para seguidores fieis do género.

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One Comment to “Pitch Black – Hate Division”

  1. “excelente produção de Rui Danin que conseguiu captar a “raiva” própria da sonoridade de Pitch Black. O disco é um portento de agressividade.”

    Será que ouviste o mesmo album que eu? achei a produçao o calcanhar de aquiles deste album. Bons temas, boa atitude e boa voz, mas a produçao está muito fraquinha. As guitarras soam a plastico, e a bateria nem se fala…Uma banda deste calibre merecia muito melhor.
    A ver se no próximo album a coisa se compoe.

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