Vagos Open Air 2009: Live Report

por Paulo Trindade

As expectativas geradas pelo bom cartaz tiveram correspondência com o sucedido nos dias 7 e 8 do corrente mês, não obstante de alguns aspectos a rever. O evento teve lugar no campo de futebol do Grupo Desportivo de Calvão, situado perto da Lagoa de Calvão.

O espaço esteve bem composto em ambos os dias o que contribuiu para o excelente ambiente que testemunhamos.

Dia I – Sexta, 7 de de Agosto

O primeiro dia contou com F.E.V.E.R., Process Of Guilt, Kathaarsys, Epica, Katatonia e The Gathering.

Por motivos de ordem profissional não foi nos possível assistir às actuações das três primeiras bandas, pelo que não nos é possível formar uma opinião própria. No entanto as opiniões recolhidas levam-nos a crer que as bandas nacionais tiveram actuações positivas enquanto que os galegos Kathaarsys se assumiram como uma excelente surpresa.

Com os horários a serem escrupulosamente cumpridos, os Epica iniciaram a sua actuação aproximadamente das 19:15. Os holandeses presentearam os presentes com uma das melhores actuações do dia. Iniciando com a intro do último de registo originais “The Divine Conspirancy”, denominada por “Indigo”, a banda conquistou o público presente Numa actuação de cerca de 75 minutos a banda debitou temas como The Obsessive Devotion”, “Imperial March”, “Cry for the Moon”, “Consign to Oblivion”e “Solitary Ground”, entre outros, sempre numa toada de boa disposição. Não obstante da actuação positiva da banda a qualidade de som deixava algo a desejar.

Melhor som tiveram os Katatonia e os The Gathering. Em relação aos primeiros, nota altamente positiva para a banda sueca que prenderam os presentes com o seu Doom envolvente. Foram cerca de 90 minutos de sublime melancolia. Num concerto intimista a banda aproveitou para apresentar alguns temas do novo álbum “Night is The New Day” (edição prevista para Novembro) sem no entanto esquecerem os clássicos. Soil´s Song”, “For My Demons”, “Criminals”, “Evidence”, “Ghost of the Sun”, “My Twin” foram alguns dos temas em destaque.

A finalizar o primeiro dia estiveram os The Gathering. A banda apresentou novo álbum mas essencialmente uma nova vocalista, Silje Wergeland. A actuação da banda apesar de positiva não conseguiu cativar os presentes da mesma forma que os Kantatonia e Epica, pelo que foi possível assistir a uma ligeira debandada de publico, que por esta altura se concentrava mais nos bares do recinto. Sobre a actuação propriamente dita, a maior expectativa estaria em volta da nova vocalista,  Silje demonstrou uma óptima voz e melhor postura em palco, é no entanto uma vocalista diferente de Aneke  van Giersbergen. Temas em destaque: “All You Are”, “The West Pole”,  “Travel” e “Leaves”.

Dia II – Sabado, 8 de Agosto

Depois de um óptimo primeiro dia, as expectativas para o segundo cresceram. E pode-se dizer que no que toca a actuação das bandas valeu bem a pena marcar presença em Calvão.

Os Echidna iniciaram às 16:30h marcadas e com o seu Thrash/Death/Core bem rasgado conseguiram animar o publico apelando com a sua actuação ao mosh que se verificou o que permitiu a criação de várias nuvens de poeira. O set-list da banda consistiu essencialmente no álbum “Insidious Awakening”.

Seguiram-se os Thee Orakle que estão a promover o primeiro álbum de originais, o excelente “Metaphortime”. A banda iniciou a sua actuação algo tensa, ao qual não terá sido alheio o facto de a voz de Pedro Silva não se ouvir durante grande parte do primeiro tema. Com o prosseguir da sua actuação a banda desinibiu-se e conseguiu uma actuação positiva pese embora tenha sido prejudicada por uma qualidade de som aquém do razoável.

Cerca das 18:15h subiram ao palco os espanhois Dawn of Tears. E tal como acontecera com os Thee Orakle, a voz de J. Alonso não se ouviu no inicio do primeiro tema. A actuação da banda baseada no álbum “Descent” e essencialmente no recente Ep ”Dark Chamber Litanies” atingiu patamar bem positivo pelo que desencadeou o tradicional Mosh. O Death Metal melódico de bom recorte técnico agradou de sobremaneira o público o que levou a que a banda abandonasse o palco sob fortes aplausos. Mas mais uma vez a qualidade do som deixou algo a desejar. A destacar os temas “Cadent Beating”, Winds of Despair” e “Lost Verses”.

Seguiu-se uma das actuações mais impressionantes do evento. Os Cynic numa actuação intimista e com a sua música que resulta numa combinação de Death técnico e Fusão quase como hipnotizaram o publico. De facto, foi um deleite para os sentidos presenciar uma actuação de executantes do nível  dos elementos que compõem a banda. A banda percorreu os seus dois álbuns, o quase mítico “Focus” e o recentemente lançado “Traced In Air”. De realçar também a presença em palco e essencialmente da atitude humilde demonstrada pelos elementos desta banda.

Faltavam as duas bandas mais aguardadas do dia. Primeiro os Dark Tranquility que conseguiram uma actuação espantosa. Com um Mikael Stanne (vocalista) endiabrado, a banda rapidamente prendeu o público. Debitaram temas como “The Mundane and The Magic” (curiosamente Stanne chegou-se perto das grades que separam o publico para contar com ajuda de uma rapariga presente para esta interpretar as vocalizações femeninas deste tema),  “The Treason Wall”, “The Wonders at you Fate”, “Punish My Heaven” (tema que repetiram devido a um erro de interpretação, pelo facto Stanne em nome da banda pediu desculpa aos presentes e perguntou se queriam que repetissem o tema), e “My Negation” entre outros. Uma actuação para recordar.

Perto das 23:00h, os Amon Amarth iniciaram a sua actuação com a intro “Twilight of the Thunder God”. A banda teve uma actuação inebriante,  deixando o publico completamente rendido. Com  Johan Hegg (vocalista) bem disposto e repetindo vezes sem conta algumas palavras em português como “Obrigado Portugal” e “Boa Noite” entre outras, a banda interpretou temas como Free Will Sacrifice”, “Asator”, “Runes to My Memory”“Under The Northern Star”entre outros. Finalizaram com “Pursuit Of Vikings” perante o delírio do público.

Terminava desta forma a primeira edição de Vagos Open Air que promete voltar em Agosto do próximo ano. Uma primeira edição a merecer nota bem positiva apesar de alguns problemas a nível de som que prejudicaram algumas actuações.

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One Comment to “Vagos Open Air 2009: Live Report”

  1. Mas que enorme festival!!! Adorei, mesmo!! Queria só dizer que os Amon Amarth acabaram com a música “Death In Fire” e não com a “The Pursuit of Vikings”. Para o ano esperamos igual ou melhor!!

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